Estamos mais uma vez perto do final da disputa que elegerá um líder para nosso país. A disputa, como de costume, polarizada. O diferencial, que já vem ocorrendo desde as últimas eleições, é o fato da oposição ser a direita. Mas isso não altera em nado o processo de campanhas dos presidenciáveis.
O que chamam de “baixar o nível” das campanhas, sempre ocorreu. A propaganda política já é de baixo nível. A base de toda propaganda é realçar as qualidades e ocultar as imperfeições. Ao se tratar de uma questão séria como a política, talvez fosse necessário rever o modo como as campanhas são feitas.
A impressão que fica é que realmente se qualquer candidato envolvido nos cernes das discussões forem eleitos, iremos caminhar para um desastre. São tantos defeitos apontados por ambas as partes, não apenas no caso atual envolvendo Dilma e Serra. Se olharmos para trás isso sempre ocorre. E de fato se observarmos regionalmente é a mesma cena se repetindo.
Caso eles estejam corretos nas acusações, seremos contemplados com um líder corrupto e incompetente. Pois esse sempre é o foco das acusações, de ambas as partes. E caso estejam difamando, teremos um líder manipulador.
O único candidato que aparece fora das acusações, ironicamente, sempre é o candidato menos cotado para se eleger. Neste ano temos Marina, mas já tivemos Brizola, Ciro, entre outros que não são alvos da mídia.
O que fica é refletirmos sobre esse tipo de campanha que é feita. Essas campanhas taxativas nos revela apenas uma coisa. Os candidatos polarizados estão dispostos a fazer qualquer coisa para se elegerem. E isso não significa uma qualidade. Pelo contrário, isso apenas revela uma faceta humana que deslumbrada pelo poder, acaba por deixar certos critérios éticos e humanos de lado.
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