Abaixo uma racionalização literária inspirada no célebre livro "Assim falou Zaratustra" de Friedrich Nietzsche. Um livro muito importante para compreender o homem comtemporâneo, a ruptura do pensagemento hegemônico da igreja sobre o homem, e os traços e valores que ainda permeiam na sociedade. A vinda do Super-Homem de Nietzsche que virá para romper com os valores impostos, uma crítica ao homem niilista e apresentando os defeitos do niilismo. Uma lição para o ser que busca a superação através da vontade, que vem de si e não de valores postulados. Um despertar para quem busca ter uma vida digna de ser vivida, e que te propcia diversas reflexões!
Meus irmãos e meus filhos, o bem e o mal como o conhecem são apenas lendas dos fracos.
Os criadores de Deus o inventaram, assim como ao medo.
Fracos que achavam que isso os faria corajosos, amaldiçoo-os.
Sem seu Deus as pessoas talvez conhecessem a liberdade e saboreariam melhor a vida.
Mas esses fracos fizeram da vida um fruto que não se pode comer.
Enquanto esse cínicos se empanturram e assistem seus irmãos sofrerem de indigestão.
O paraíso deles seria meu inferno, não os suportaria um dia quem dirá a eternidade.
Que suas doces mentiras fossem reais, nunca iriamos partilhar da mesma pós-morte.
Não tive por costume ganhar a vida enganando meus irmãos e meus filhos.
Enquanto eles julgam a todos e se dizem conhecedores do bem e do mal.
Eu me limito a dizer que meu cachorro possui mais faro para ambos.
O bichano julga as pessoas com tamanha exatidão que magistrado algum se iguala.
Um belo animal, nunca fez mal a ninguém nem mesmo em pensamento.
E ainda por cima respeita a todas as religiões mesmo não acreditando em nenhuma.
Ah pregadores! Se pudessem ouvir minhas palavras me chamariam de blasfemador.
Por certo! Hipócritas e cínicos com suas mentiras eles mesmos blasfemam contra a vida.
Queria que seu Deus morto pudesse me punir, pois meu inferno é muito pior que o deles.
Vivo a angústia dos enfermos, que não descobrindo a cura se conformam com suas doenças.
Minha existência não me permite o luxo de sonhar com a eternidade.
Adoraria possuir essa ignorância da qual eles chamam de sua “Fé”.
Essa força cega que lhes foi ensinada em momentos de fraqueza.
Pois é assim que os fracos propagam sua demência e tornam seu Deus onipresente.
Instruem seus filhos na idade em que estão desmunidos acreditando até em Papai Noel.
Por uma ironia Noel que é mais real que seu Deus deixa de ser creditado.
Os pregadores do pós morte aguardam um momento frágil na existência de alguém.
Quando nossos irmãos perdem alguém eles agem com a explicação divina.
Ensinam sua fé com promessas de eternidade e tranquilizam a alma de nossos irmãos.
Mas eu desejo sofrer, é assim que demonstro meu respeito àqueles que já foram.
Foram pra onde afinal? Foram daqui para o nunca mais. Isso é a morte!
Por isso todos os seres vivos lutam ardentemente pela vida, se entregar jamais.
O mais infame animal demonstra ser mais sábio que esses criadores de Deus.
Não há pássaro, peixe, lagarto ou inseto que não lutará para preservar sua vida.
Talvez então o Deus dos animais não seja tão benevolente quanto o de nossos pregadores.
Mas vejo mais nobreza na existência de um inseto do que na de meu irmão pregador.
Que importa! Vejo que minha morte me espera, ela está a menos de cem anos de hoje.
Enquanto meus irmãos fingem ovacionar o bem e repudiar o mal, eu sugiro que os ignore.
Meu bem é uma vida bem vivida e meu mal é uma vida mal vivida.
Eu sei que no âmago de suas almas eles também pensam assim, até mesmo os pregadores.
Dentro de cada de nós um existe um novo Deus gritando por liberdade. Eis que sou criador!
Reneguei o Deus morto do pregadores corruptos, pois o meu novo Deus é honesto.
Ele não me prometeu a eternidade, nem reincarnação e tampouco cem virgens.
Meu novo Deus apenas foi honesto comigo, coisa rara de se ver em um Deus hoje em dia.
Ele confessou que não existia, e eu estava livre para vida, assim como para a morte.
E acrescentou que não deveria temer a morte, pois a morte faz parte da vida.
Confesso que ainda assim senti medo, pois por muito tempo convivi com os fracos de Deus.
Mas esse meu novo Deus me disse para não temer e que com esforço iria compreender.
“A verdade que pede de mim é essa, tente se lembrar de como eram as coisas antes de nascer”
E assim começou a me falar a respeito da morte e disse que não existir é a mesma coisa.
Depois da morte seremos como antes da vida, existiremos apenas para os que existem
E proferiu: “Quanto a tu, se juntará a mim, a teus irmãos e filhos, e a todos os outros Deuses mortos em
uma harmoniosa não existência”
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